O México suspendeu a importação de carne de frango, ovos e aves vivas do Brasil após a confirmação de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. O governo gaúcho declarou emergência em saúde animal para conter o surto.
Governo do RS declara emergência em saúde animal para conter gripe aviária
O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde animal em 17 de maio, após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro.
A medida busca agilizar ações de controle e contenção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade, permitindo mobilização rápida de recursos e equipes técnicas.
O decreto foi motivado pelo risco de disseminação do vírus entre aves comerciais e silvestres, além de atender exigências internacionais para evitar restrições ao comércio de produtos avícolas.
Entre os objetivos estão:
- Facilitar a implementação de barreiras sanitárias e fiscalização em propriedades rurais.
- Reforçar a vigilância epidemiológica e a biossegurança em granjas.
- Garantir resposta imediata a novos focos e proteger a cadeia produtiva do estado.
México suspende importação de aves e derivados do Brasil após surto no RS
O governo do México suspendeu a importação de carne de frango, ovos e aves vivas do Brasil após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial de matrizes em Montenegro, no Rio Grande do Sul.
A medida tem efeito imediato e afeta diretamente exportadores brasileiros, especialmente do setor avícola gaúcho. O México aguarda informações detalhadas sobre as ações de controle e contenção adotadas pelo Brasil para reavaliar a restrição.
A suspensão segue protocolos internacionais de biossegurança e visa evitar a entrada do vírus no território mexicano.
ONU alerta para nova fase da gripe aviária e reforça necessidade de vigilância
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) classificou o surto recente no Brasil como o início de uma nova fase da gripe aviária no país. O órgão enfatizou que a presença do vírus em granjas comerciais exige vigilância reforçada e resposta imediata.
A FAO recomendou o fortalecimento dos sistemas nacionais de monitoramento, biossegurança e protocolos de contenção. O alerta é especialmente direcionado a pequenos e médios produtores, considerados mais vulneráveis a falhas de controle sanitário.
Segundo a agência, a rápida identificação e isolamento de focos são essenciais para evitar a propagação do vírus e proteger a produção avícola nacional. A FAO também destacou a importância de capacitar equipes técnicas e ampliar a fiscalização em propriedades rurais.
